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Antológica de Ana Vidigal no CAM

2010-07-22 11:54:25


MENINA LIMPA, MENINA SUJA

São mais de 120 obras produzidas ao longo de três décadas que Ana Vidigal (Lisboa, 1960) vai apresentar, a partir de 23 de Julho, no Centro de Arte Moderna, numa exposição antológica comissariada por Isabel Carlos.

A mostra foi buscar o título – Menina Limpa, Menina Suja – a uma série de obras da artista, datada de 2000, que constitui uma síntese perfeita dos seus trinta anos de trabalho.

Apesar de conotada fundamentalmente com a pintura, a obra de Ana Vidigal (Lisboa, 1960)  não se reduz a esse suporte, já que a artista sempre desenvolveu um trabalho paralelo, de dimensão mais experimental, utilizando técnicas da colagem, da ampliação e do recorte, entre outras. Nalgumas destas obras a artista parte de imagens de labirintos, jogos e bandas desenhadas publicadas em jornais e revistas, quase não recorrendo à intervenção pictórica.
 
A partir de múltiplas autorias, tanto plásticas como literárias, Ana Vidigal construiu um universo único em que os textos que surgem nas suas telas têm, tal como os signos visuais, múltiplas origens e diversas hierarquias. Neste universo cruzam-se frases de Baudelaire com outras retiradas de fotonovelas ou frases suas com as de, por exemplo, Clarice Lispector.
 
Logo no início da exposição mostra-se um vídeo de 2000, intitulado Domingo à Tarde, que funciona como uma chave para toda a obra, dado que revela a prática, a metodologia e o processo de Vidigal. Como escreve Isabel Carlos no catálogo da exposição: «Assumidamente doméstico, o vídeo regista a artista a operar uma série de acções sobre o seu próprio rosto: primeiro, cobre-o de fita-cola dupla; depois, adiciona-lhe pioneses, plasticina, enclausura-o num saco de plástico transparente; finalmente, apresenta-o reflectido numa superfície espelhada que o deforma e transfigura com a ajuda das mãos e de sucessivos esgares e caretas.

A auto-representação, a auto-referencialidade, a colagem, a sobreposição, a transparência e a utilização de materiais comuns, tudo está neste vídeo. Mas também a criação de uma espécie de máscara ou armadura que simultaneamente protege e afasta. A sequência de acções do vídeo possui também algo de autopunição, a dada altura tememos mesmo que o rosto sufoque dentro do saco de plástico. O modo como Vidigal lida com o ornamento e o decorativo – papéis de embrulho, padrões múltiplos e variados – é subtilmente cáustico. Equaciona os padrões oriundos das mais banais funções – florinhas, bonecos, papéis de parede, moldes de revista de costura – com o vocabulário modernista e abstracto-geométrico».
 
Sempre lúdica, a obra de Vidigal é atravessada pela crítica social e de costumes à sociedade portuguesa. Não o faz através de dispositivos como o documentário, a entrevista, o depoimento ou os documentos históricos, mas através de um vocabulário artístico constituído a partir das imagens com que crescemos, dos livros infantis à banda desenhada – os primeiros veículos de concepções do mundo e da sociedade que nos enformam e formam. Escreve Ana Vidigal: «Uma das minhas memórias de infância são os livros da Anita, eu adorava a Anita, era absolutamente fascinada, não propriamente pelo que a Anita fazia, mas pelos desenhos. E depois, lembro-me que uma das minhas grandes discussões com a minha mãe, que era extremamente arrumada, era como organizar a minha estante onde tinha a colecção toda da Anita. A minha mãe punha 1, 2, 3, 4, 5… e eu punha encarnados, amarelos, azuis, por cores.»
 
Estamos então perante alguém que «arruma» a história por cores e imagens, e não por datas e factos, que entrelaça a chamada alta e baixa cultura, o suave com o duro, o imediato com o complexo, o plano pessoal com o social e político, a Menina Limpa com a Menina Suja.
 
A mostra pode ser vista no CAM até 26 de Setembro.


Ana Vidigal. Menina Limpa, Menina Suja.




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Fundação Gulbenkian reforça Fundo Patrimonial

2010-07-20 15:32:51


No dia em que se assinalam os 55 anos da morte de Calouste Sarkis Gulbenkian e são entregues os Prémios Gulbenkian Internacional, Arte, Ciência, Educação e Beneficência, a Fundação informa que seus activos totais atingiram os 2,8 mil milhões de euros no exercício de 2009, um aumento de 63,2 milhões de euros relativamente a 2008.

É uma das conclusões do Relatório Balanço e Contas relativo a 2009 recentemente aprovado pelo Conselho de Administração da Fundação, que conclui ainda que, em 31 de Dezembro de 2009, o património líquido ascendia a 2 429,4 milhões de euros, traduzindo um reforço de 32,9 milhões de euros em relação ao ano anterior.

Na área do petróleo e do gás manteve-se a dinâmica de investimento tanto nas posições tradicionais como na área da exploração e desenvolvimento. Os activos no sector da energia aumentaram cerca de 144,3 milhões de euros (+20,9%) relativamente a 2008, atingindo 834,6 milhões de euros, apesar da apreciação do euro face ao USD, moeda base destes activos na consolidação em euros.

A estabilidade da situação financeira da Fundação permitiu-lhe manter, em 2009, praticamente sem alterações, a sua acção filantrópica no âmbito das quatro áreas estatutárias: Arte, Beneficência, Ciência e Educação, apesar das condições adversas associadas à crise económico-financeira internacional.




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Cerimónia de entrega dos cinco Prémios Gulbenkian

2010-07-19 12:50:58


20 Julho, 18h, Anfiteatro ao ar livre

Os vencedores da quarta edição dos Prémios Gulbenkian vão receber as distinções na próxima terça-feira, dia 20 de Julho, numa cerimónia aberta ao público a realizar no Anfiteatro ao ar livre da Fundação.

O Prémio Internacional Calouste Gulbenkian, no valor de 100 mil euros, atribuído ex aequo à Sociedade dos Jornalistas do Ambiente (Society of Environmental Journalists) e ao Instituto do Ambiente Alpino (Institute for Alpine Environment), será entregue a Beth Parke, directora da Sociedade e a Ulrike Tappeiner, responsável máxima do Instituto.

No que respeita aos prémios nacionais (no valor de 50 mil euros cada), a cenógrafa Cristina Reis vai receber o Prémio Gulbenkian Arte e o especialista em Direito da União Europeia, Miguel Poiares Maduro, o Prémio Gulbenkian Ciência. O Prémio Gulbenkian Beneficência, atribuído ex aequo à ARIA - Associação de Reabilitação e Integração Ajuda e à Associação de Mulheres Contra a Violência, será entregue aos respectivos presidentes, António Talina (ARIA) e Ana Maria Pascoal (AMCV). Para receber o Prémio Gulbenkian Educação estarão Luís Vicente, presidente da ACTA – Companhia Teatral do Algarve e Carla Soares Barbosa, presidente da Academia de Música de Viana do Castelo, vencedores ex aequo deste galardão.

Nesta cerimónia vão intervir os presidentes dos cinco júris: Jorge Sampaio (Internacional), João Marques Pinto (Arte), Fernando Lopes da Silva (Ciência), Maria Helena da Rocha Pereira (Educação) e Alexandre Castro Caldas (Beneficência), em substituição de António Barreto.

O prémio foi instituído por ocasião das comemorações dos 50 anos da Fundação e é entregue na data em que se assinala a morte do seu Fundador, Calouste Sarkis Gulbenkian.



PRÉMIO INTERNACIONAL CALOUSTE GULBENKIAN

A Sociedade dos Jornalistas do Ambiente (SEJ) é uma organização independente, fundada em 1990, por um pequeno grupo de repórteres, editores e produtores de todos os meios de comunicação social. Duas décadas depois da sua fundação, a SEJ reúne mais de 1 500 membros provenientes de 30 países distintos.

O objectivo central da SEJ consiste no aperfeiçoamento da qualidade do trabalho jornalístico em matéria ambiental. A SEJ tem plena consciência da responsabilidade da comunicação social na produção de diferentes narrativas isentas e rigorosas, em domínios caracterizados tanto pelo conflito de interesses como pela complexidade técnica e científica dos assuntos. Na sua luta pela excelência do labor jornalístico, a SEJ tem promovido inúmeros cursos, conferências e visitas de estudo a locais concretos, onde a degradação ambiental é mais sensível. Dessa forma tem permitido que muitos jornalistas, com uma experiência essencialmente urbana, que foram deslocados de outras áreas redactoriais para o domínio ambiental sem preparação específica prévia, possam aceder a um elevado grau de compreensão de problemas e ameaças tão multifacetadas, como o são as alterações climáticas, a perda de biodiversidade ou o aumento da pressão sobre os recursos hídricos essenciais.

O Instituto do Ambiente Alpino foi criado em 1995, no seio da European Academy of Bolzano, no coração da região alpina europeia, que se estende por um território de 191 mil Km2, abrangendo oito países, e contando com uma população de mais de 13 milhões de habitantes.

Desde a sua fundação que o Instituto do Ambiente Alpino tem orientado o trabalho da sua equipa pluridisciplinar de investigadores, predominantemente constituída por jovens cientistas, por uma perspectiva que combina a identificação e diagnóstico de problemas ambientalmente relevantes com a procura de soluções e alternativas, pautadas pelos critérios de desenvolvimento sustentável, que possam recolher o apoio activo dos diferentes actores sociais e económicos envolvidos.

O ambiente alpino é não só um dos mais ricos em termos de diversidade biológica, tanto no espaço horizontal como no vertical, como também um dos mais importantes nos inúmeros serviços que os seus ecossistemas naturais prestam à humanidade, desde logo como nascente de muitos dos grandes rios de que a humanidade depende. Contudo, a riqueza do ambiente alpino é acompanhada pela sua extraordinária vulnerabilidade à acção humana, quer local, quer global. Com efeito, as regiões alpinas contam-se entre os ecossistemas mais ameaçados por um processo de rápida degradação, impulsionado pelas alterações climáticas antropogénicas em curso.
O Instituto do Ambiente Alpino conta-se, assim, entre as instituições de investigação que mais nos têm ajudado a compreender e a intervir na complexa rede de tensões e delicados equilíbrios que caracterizam as regiões alpinas na Europa e no Mundo.



PRÉMIO GULBENKIAN ARTE

O júri sublinhou a “excepcional capacidade de invenção” de Cristina Reis, desenvolvida ao longo de 35 anos como cenógrafa e figurinista, sobretudo no Teatro da Cornucópia, onde foi responsável pelos cenários e figurinos da quase totalidade dos espectáculos aí realizados. Em 1997 obteve o Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pelo seu trabalho como cenógrafa/figurinista do espectáculo Os Sete Infantes; em 1999 recebeu o Prémio Almada/Teatro, atribuído pelo Ministério da Cultura ao conjunto da sua obra; e em 2000 foi agraciada com Prémio Nacional de Design/Carreira concedido pelo Centro Português de Design.



PRÉMIO GULBENKIAN EDUCAÇÃO

Criada em 1995, a Companhia Teatral do Algarve – ACTA – é uma estrutura de produção com carácter profissional que, a par de uma programação artística regular, tem como prioridade a divulgação do teatro junto das escolas, desenvolvendo ainda projectos artístico-pedagógicos como meio de abordar diversas problemáticas das comunidades escolares, como a toxicodependência, a educação sexual e o bullying. O Serviço Educativo desta Companhia (VATe – Vamos Apanhar o Teatro) abrange toda a região algarvia, utilizando um autocarro equipado com palco, plateia, régie, bastidores e camarins. As produções são levadas a zonas de menor densidade e difícil acesso e o público-alvo é constituído por crianças e idosos de cada local.

A Academia de Música de Viana do Castelo surgiu em 1977, e, desde então, tem vindo a desenvolver, paralelamente à formação, uma notória actividade de divulgação musical, com a realização sistemática de eventos de música erudita, sendo também responsável pela dinamização de projectos pioneiros, directamente ligados à música contemporânea, nas vertentes da formação, criação e interpretação e à criação de públicos infantil, juvenil e sénior. 



PRÉMIO GULBENKIAN CIÊNCIA

Nascido em 1967, Miguel Poiares Maduro iniciou a sua actividade académica na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, sendo actualmente professor do Instituto Universitário Europeu, em Florença e director do seu programa de Global Governance.

Entre 2003 e 2009 desempenhou o cargo de Advogado Geral do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Publicou numerosos trabalhos, muitos dos quais se tornaram obras de referência no campo dos estudos jurídicos. Tem leccionado nas Universidades mais prestigiadas do mundo, como as de Yale, London School of Economics, Chicago, Colégio da Europa, Michigan, entre outras.


PRÉMIO GULBENKIAN BENEFICÊNCIA

A Associação de Mulheres contra a Violência é uma organização não governamental criada há cerca de duas décadas para a defesa dos Direitos Humanos das Mulheres e das Crianças. Em 1992, iniciou um apoio especializado às vítimas de violação, alargando de seguida o âmbito de intervenção ao Abuso Sexual de Crianças e Violência Doméstica. O apoio é prestado de diversas formas, desde a intervenção em crise ao acompanhamento individual, passando pelo aconselhamento jurídico, apoio à formação ou emprego, criação de grupos de ajuda mútua e apoio psicológico. Devem-se-lhe ainda a criação do primeiro centro de atendimento e da primeira casa abrigo para vítimas de violência. Mais informações em www.amcv.org.pt

A ARIA - Associação de Reabilitação e Integração Ajuda, criada em 1991, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem por missão apoiar as pessoas com problemas de saúde mental, ajudando-as a adquirir os recursos necessários para a sua reabilitação psicossocial e integração socioprofissional. Sendo um dos grupos com maior dificuldade de inserção, o júri enalteceu o esforço da associação, bem como as suas estratégias de intervenção junto das pessoas com estes problemas. O conceito de reabilitação é encarado como um processo activo e aberto à comunidade, com a finalidade de promover a integração social e profissional.



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Concerto de lançamento do CD 'Hip Hop de Baton' na Fundação Gulbenkian

2010-07-14 18:00:29


O concerto de lançamento do CD do projecto social Hip Hop de Baton decorre no próximo dia 24 de Julho, pelas 21h00, no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Em palco estarão representadas as várias vertentes do Hip Hop - canto, dança, DJing e graffiti -, linguagens utilizadas, no âmbito desta iniciativa, para dar voz às mulheres e promover a igualdade de género, com vista ao fortalecimento da sua auto-estima e ao decréscimo da violência pública e privada ainda exercida contra elas.

 

Todas as músicas incluídas no álbum que será apresentado foram integralmente escritas, compostas, interpretadas e produzidas pelas jovens que fazem parte do projecto.

 

O Hip Hop é um movimento artístico urbano, familiar aos destinatários da mensagem que o projecto pretende difundir, o que facilita a actuação destas jovens enquanto agentes para o diálogo, para a resolução de conflitos e para a inclusão de outras raparigas.

 

Esta metodologia de intervenção, que começou por ser utilizada no Brasil, foi introduzida em Portugal pela Associação Diálogo e Acção e abrange jovens entre os 14 e os 27 anos, provenientes de diversos bairros periféricos da Grande Lisboa.

 

Mais informações: Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano




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Sociedade de Jornalistas do Ambiente e Instituto do Ambiente Alpino vencem Prémio Internacional Calouste Gulbenkian

2010-07-14 00:57:17


O Prémio Internacional Calouste Gulbenkian 2010, no valor de 100 mil euros, distinguiu ex-aequo duas organizações: a Sociedade de Jornalistas do Ambiente (Society of Environmental Journalists) e o Instituto do Ambiente Alpino (Institute for Alpine Environment).


Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, o júri, constituído por Jorge Sampaio, Lord Robert May, Jacqueline McGlade, Hans Joachim Schellnhuber e Viriato Soromenho-Marques, resolveu premiar em conjunto a acção destes organismos, reconhecendo a importância da investigação aplicada à protecção ambiental e à defesa de biodiversidade, bem como o trabalho de divulgação dos temas ambientais e o seu contributo para criar uma opinião pública informada e esclarecida.


A Sociedade de Jornalistas do Ambiente (SEJ) é uma organização independente, fundada em 1990, por um pequeno grupo de repórteres, editores e produtores de todos os meios de comunicação social. Duas décadas depois da sua fundação, a SEJ reúne mais de 1 500 membros provenientes de 30 países distintos.


O objectivo central da SEJ consiste no aperfeiçoamento da qualidade do trabalho jornalístico em matéria ambiental. A SEJ tem plena consciência da responsabilidade da comunicação social na produção de diferentes narrativas isentas e rigorosas, em domínios caracterizados tanto pelo conflito de interesses como pela complexidade técnica e científica dos assuntos. Na sua luta pela excelência do labor jornalístico, a SEJ tem promovido inúmeros cursos, conferências e visitas de estudo a locais concretos, onde a degradação ambiental é mais sensível. Dessa forma tem permitido que muitos jornalistas, com uma experiência essencialmente urbana, que foram deslocados de outras áreas redactoriais para o domínio ambiental sem preparação específica prévia, possam aceder a um elevado grau de compreensão de problemas e ameaças tão multifacetadas, como o são as alterações climáticas, a perda de biodiversidade ou o aumento da pressão sobre os recursos hídricos essenciais.
Directora: Beth Parke bparke@sej.org       www.sej.org   Tel: +1-215-884-8174
 

O Instituto do Ambiente Alpino foi criado em 1995, no seio da European Academy of Bolzano, no coração da região alpina europeia, que se estende por um território de 191 mil Km2, abrangendo oito países, e contando com uma população de mais de 13 milhões de habitantes. Desde a sua fundação que o Instituto do Ambiente Alpino tem orientado o trabalho da sua equipa pluridisciplinar de investigadores, predominantemente constituída por jovens cientistas, por uma perspectiva que combina a identificação e diagnóstico de problemas ambientalmente relevantes com a procura de soluções e alternativas, pautadas pelos critérios de desenvolvimento sustentável, que possam recolher o apoio activo dos diferentes actores sociais e económicos envolvidos.


O ambiente alpino é não só um dos mais ricos em termos de diversidade biológica, tanto no espaço horizontal como no vertical, como também um dos mais importantes nos inúmeros serviços que os seus ecossistemas naturais prestam à humanidade, desde logo como nascente de muitos dos grandes rios de que a humanidade depende. Contudo, a riqueza do ambiente alpino é acompanhada pela sua extraordinária vulnerabilidade à acção humana, quer local, quer global. Com efeito, as regiões alpinas contam-se entre os ecossistemas mais ameaçados por um processo de rápida degradação, impulsionado pelas alterações climáticas antropogénicas em curso. O Instituto do Ambiente Alpino conta-se, assim, entre as instituições de investigação que mais nos têm ajudado a compreender e a intervir na complexa rede de tensões e delicados equilíbrios que caracterizam as regiões alpinas na Europa e no Mundo.
Ulrike Tappeiner Head of Institute - ulrike.tappeiner@eurac.edu
Tel: +39 0471 055 301


Com a atribuição deste Prémio fica completa a lista dos premiados de 2010: Cristina Reis (Prémio Gulbenkian Arte), Associação de Mulheres Contra a Violência e Associação de Reabilitação e Integração Ajuda (Prémio Gulbenkian Beneficência), ACTA – Companhia Teatral do Algarve e Academia de Música de Viana do Castelo (Prémio Gulbenkian Educação) e Miguel Poiares Maduro (Prémio Gulbenkian Ciência)
 

Todos os prémios serão entregues no dia 20 de Julho, data em que se assinala a morte de Calouste Gulbenkian, às 18h, no Anfiteatro ao ar livre da Fundação, numa cerimónia aberta ao público.



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O Gosto pela Matemática – Uma Década de Talentos, Conferência de 15 a 17 de Julho

2010-07-13 11:03:32


Em 2000, Ano Internacional da Matemática, a Fundação Gulbenkian instituiu o Programa Novos Talentos em Matemática, com o objectivo de estimular nos jovens o gosto, a capacidade e a vocação de pensar e investigar em Matemática. Para celebrar os dez anos de existência deste Programa, realiza-se, a partir de quinta-feira e até sábado, no Auditório 2 da Fundação, uma grande conferência científica intitulada O Gosto pela Matemática – Uma Década de Talentos, que reúne nomes reputados da Matemática, bem como alguns dos jovens que fizeram parte do Programa.


Durante estes três dias, haverá “lições de Matemática intensa, divididas em duas partes, para dar tempo às pessoas para pensar”, explica João Caraça, director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian. Para proferir estas lições, vêm a Lisboa investigadores conceituados como Lenny NG (Duke University), Bjorn Poonen (MIT), Stanislav Smirnov (Université de Genéve) e ainda Rahul Pandharipande (Princeton University). O encontro vai assentar numa “mistura de matemáticos mais novos – os criativos, que precisam de bons professores – e de matemáticos mais velhos, que conhecem uma grande quantidade de problemas e de modos de pensar em matemática”. No dia 15, aliás, o matemático norte-americano John Nash, Prémio Nobel da Economia em 1994, cuja biografia inspirou o filme Uma Mente Brilhante, estará na Fundação Gulbenkian para um almoço informal com várias personalidades da área científica e um grupo de jovens matemáticos.


A organização deste encontro está a cargo da Comissão Científica que tem coordenado o Programa Novos Talentos em Matemática, constituída por Ana Cannas da Silva (IST/TL), José Ferreira Alves (FC/UP), Orlando Neto (FC/UL) e José Miguel Urbano (FCT/UC). Ao longo de uma década, o Programa Novos Talentos em Matemática distinguiu cerca de 150 estudantes universitários com elevado mérito académico, incentivando o desenvolvimento da sua cultura e aptidões matemáticas, dando apoio ao seu trabalho junto de reconhecidos especialistas, que exerceram o papel de tutores. Sob a orientação destes tutores, os estudantes realizaram trabalhos de estudo aprofundados, participaram activamente em programas de seminários e iniciaram-se na investigação em Matemática.


Programa detalhado da Conferência


Mais informações: www.math.ist.utl.pt/talentos




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